e que sei eu ainda
finjo entre paredes que se erguem altas, brancas e sombrias
surda perante o canto de abutres cobrindo o azul, que quase não vejo, que quase esqueci
e que sei eu ainda
esta terra que assento com os pés está humedecida de sangue
e o caminho que se avista, precipita-se em abismos negros
e que sei eu ainda
este ponteiro que não pára afasta-me de mim
este ponteiro sem piedade aproxima-me do fim

Fotografia de Pedro Polónio, http://club-silencio.blogspot.com/
Passando para regar a alma...
ResponderEliminarBeijinho, Laura!
"o ponteiro afasta-se de mim"
ResponderEliminarainda bem! nunca gostei desse gajo, mesmo :)
beijinho com a certeza de que há mortes que jamais serão anónimas!