não me quero despir, será sempre o teu toque a percorrer-me
ainda sinto as costas serem invadidas pelo frio da parede:
a pele espalmada contra o branco dos azulejos, o gelo que queima a carne
a tua pele percorre cada pedaço da minha pele: a tua pele
cada um dos teus dedos aponta a estrada onde nos perdemos
o tempo pára
as tuas mãos percorrem o interior das minhas coxas como um fogo que cresce infinitamente
a minha boca na tua boca, a minha língua, a tua língua: uma só
enrolo as pernas e subo até ao teu tronco
o suor escorre pelos nossos corpos: calor
todo o meu interior é teu
escorregamos, líquidos pelo chão
e ficamos, assim: a respirar, a adormecer
e não queremos acordar

Fotografia de Man Ray
insónias para lá do corpo...
ResponderEliminarabraço!