com o gasto correr do tempo
e na escuridão do quarto assomem incertas certezas:
a eternidade é doce taça de cicuta
dias há, onde a noite entra pelo dia
arrastando as rosas com o temor
do vento de lâminas afiadas,
beijando os enfermos em leito de rios
dias há, onde não vejo a sombra
nascer dos meus pés
e o destino é mera travessia
sem provável regresso

Fotografia de Leonardo B., No lapso do tempo-7, http://odiariodasausencias.blogspot.com/
Por muito que busque uma palavra, aqui são todas suas; a que posso, a que sei, materializo com toda a minha gratidão
ResponderEliminarNum imenso abraço,
Lb
eu é que te agradeço, Leonardo
ResponderEliminarabraço
LauraAlberto
casamento perfeito entre o poema, em palavras, e a poesia da imagem...
ResponderEliminarcoisa mais linda!!
beijos Laura e Leo, tão tão queridos poetas!
Laura!
ResponderEliminarLeonardo e sua sensibilidade, me trouxeram até aqui e quase em delírio de alma, li sua poesia.
Sim, dias há e tantos iguais!
Beijos
Mirze