VIII
enrolo o corpo numa espiral, tentativa de me aquecer
lá fora o dia vai longo com a sua apagada luz cinzenta
sei que tenho que me levantar, que me vestir
tropeço constantemente na roupa, visto, dispo e visto
e continuo nua
olho-me ao espelho, que posso querer mais eu ainda?
com o indicador desenho o trilho esquecido
lá fora o dia segue, horas longas, escuras e frias
os meus olhos já estão habituados a esta escuridão
a minha pele conhece de cor os pálidos sorrisos
o sangue ainda corre, só que cansado
fico por casa, o erro é sempre menor

Jorge Molder Linha do Tempo/Time Line, 2000
enrolo o corpo numa espiral, tentativa de me aquecer
lá fora o dia vai longo com a sua apagada luz cinzenta
sei que tenho que me levantar, que me vestir
tropeço constantemente na roupa, visto, dispo e visto
e continuo nua
olho-me ao espelho, que posso querer mais eu ainda?
com o indicador desenho o trilho esquecido
lá fora o dia segue, horas longas, escuras e frias
os meus olhos já estão habituados a esta escuridão
a minha pele conhece de cor os pálidos sorrisos
o sangue ainda corre, só que cansado
fico por casa, o erro é sempre menor

Jorge Molder Linha do Tempo/Time Line, 2000
perdoamos a solidão?
ResponderEliminaradoro te ver no Luz... adoro!
Beijinho carinhoso, Laurinha!
minha amiga,
ResponderEliminaro trágico de tudo é que
viver é também morrer.
a foto foi retirada desse site:
http://noticias.uol.com.br/album/111103meca_album.jhtm#fotoNav=34
beijo!
"...sei que tenho que me levantar, que me vestir
ResponderEliminartropeço constantemente na roupa, visto, dispo e visto
e continuo nua..."
Trapalhona...
Mas os teus textos são deliciosos. Excelentes, aliás.
Beijos, querida amiga.