naufrágio
um dia, mando as estrelas procurar o teu corpo
e sigo o rasto de pó pintado ao leme do navio de pedra
nesse dia, ouvirei a tua voz gritar do fundo do oceano como um farol guia
e a escuridão será o lastro da minha viagem
nesse dia então, descobrirei que as vagas guardam as tuas mãos
e o frio é memória fresca dos teus lábios

Fotografia de Gerard Castello Lopes
Adorei o poema, Laura! :) Então este verso «e o frio é memória fresca dos teus lábios»... Tão bonito... :)) Até o frio é mágico...
ResponderEliminarBeijinhos.
Querida Cristina, o frio não gela o sangue, dá vontade de correr e aquecer as entranhas!!
ResponderEliminarObrigada!
Beijinhos