
O cruzar de caminhos acidentados,
Previamente traçados,
Precipitadamente percorridos.
Almejando o esperado.
Descobrindo o desejado inesperado.
Consciente na mortalidade de uma carcaça.
Crédula na eternidade das acções.
Do silêncio proferirei a palavra,
Na acção hastearei o lirismo.
A preciosidade que aqui nos deixaste, fez-me recordar o nosso "reencontro", na Secundária do Marco de Canaveses.
ResponderEliminarAquela Escola marcou-me muito, sempre pela positiva.
Falo a todos, do bom ambiente, do excelente presidente (agora director), do carinho dos alunos, dos nossos lanches à base de pão quentinho (que saudades daquela padaria/café/bar/restaurante), dos nossos almoços ... enfim, uma temporada em grande.
Mas, nada se compara ao nosso “reencontro”.
Fiquei muito feliz de te rever e pela verdade ter sido reposta.
Adorei estagiar no Infante. Para todos os efeitos, foi lá que comecei a aprender a ser Professora, foi lá que tive a certeza que tinha tomado a opção certa (não me imagino a fazer outra coisa), foi lá que este "bichinho" maluco se apoderou de mim (com o meu consentimento) e que conheci muito boa gente, pessoas que me apoiaram em tudo e mais alguma coisa, muitos conseguiam "salvar-me" o dia apenas com um sorriso, um piscar de olhos (tu sempre foste uma dessas magnificas pessoas).
Mas, também foi no Infante, que descobri (senti na pele) o lado "podre" da nossa profissão, a maldade pura e dura, a inveja estúpida, a mentira descarada, vindas de quem mais nos devia apoiar. Lá, também, percebi que não se é Professor apenas por se leccionar, ser Professor é muito mais que isso.
Ai ai, voltando ao que realmente importa, sempre reconheci a excelente pessoa que és, a extraordinária amiga que continuas a ser, a excepcional Professora que sempre foste (e serás), a admirável artista em palco, mas este talento para a escrita, esta facilidade de nos transportar nas tuas palavras é novidade para mim.
E que magnifica novidade, escreves como quem respira!
Parabéns, minha amiga!!!
Beijinho.
Do silêncio proferirei a palavra que procriará na seara da existência. E assim a acção se inscreve para lá da utopia!
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