amanhã observo o meu reflexo nos teus olhos como nas águas de um lago adormecido
amanhã o vento entrará e arrastará as cortinas com as quais escondemos os segredos
amanhã, de manhã bem cedo, estarei deitada a teu lado e as horas podem escorrer
e as horas acenam-nos lânguidas enquanto imóveis deixamos que os lençóis nos tapem
amanhã, amanhã sei que vou acordar nos teus braços e toda a solidão, todo o silêncio morrem nas esteiras do teu abraço, ainda que distante, amanhã vou acordar nos teus braços

