A incerteza é incerta.
Não se sabe se é,
Ou se não o é.
A incerteza é isso mesmo,
Ter a certeza que na realidade é incerto.
«Escrever não é agradável. É um trabalho duro e sofre-se muito. Por momentos, sentimo-nos incapazes: a sensação de fracasso é enorme e isso significa que não há sentimento de satisfação ou de triunfo. Porém, o problema é pior se não escrever: sinto-me perdido. Se não escrever, sinto que a minha vida carece de sentido.»
de Paul Auster
"Saber que será má uma obra que se não fará nunca. Pior, porém, será a que nunca se fizer. Aquela que se faz, ao menos, fica feita. Será pobre mas existe, como a planta mesquinha no vaso único da minha vizinha aleijada. […] O que escrevo, e que reconheço mau, pode também dar uns momentos de distracção de pior a um ou outro espírito magoado ou triste. Tanto me basta, ou não me basta, mas serve de alguma maneira, e assim é toda a vida."
de Bernardo Soares
domingo, 21 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Finalmente hoje compreendi,
Do sitio onde me encontro,
Vejo-me sozinha.
Seguem-se os dias,
Idênticos ao passado,
Cópias no futuro.
Vivem-se as noites,
Mergulhadas em silêncio,
Acompanhadas de solidão.
Afinal um dia acabaria por perceber,
O caminho? Sou eu que o trilho.
A coragem? Sou eu que a possuo.
A derrota? Sou eu que a sinto.
O começo? Sou eu que o faço!
Quando? Quando o quero!
Do sitio onde me encontro,
Vejo-me sozinha.
Seguem-se os dias,
Idênticos ao passado,
Cópias no futuro.
Vivem-se as noites,
Mergulhadas em silêncio,
Acompanhadas de solidão.
Afinal um dia acabaria por perceber,
O caminho? Sou eu que o trilho.
A coragem? Sou eu que a possuo.
A derrota? Sou eu que a sinto.
O começo? Sou eu que o faço!
Quando? Quando o quero!
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Das altas cinzentas nuvens,
Cairá uma pesada chuva fria,
Encharcando o bravo guerreiro
Fortemente empunhando a espada.
Águas gélidas que correm pelas mais altas escarpas,
Seguindo por entre vales de encontro à foz.
Do circulo polar árctico
Soprará o vento cortante,
Secando o rosto daquele que serve,
Impiedosamente carregando as daishô.
Vento forte de norte, lançado ao seu destino,
Percorrendo o caminho sem fim,
Daquele que orgulhosamente Sonha.
Chuva fria deitada ao acaso,
Cobrindo o trilho intransitável
Daquele que humildemente É.
Cairá uma pesada chuva fria,
Encharcando o bravo guerreiro
Fortemente empunhando a espada.
Águas gélidas que correm pelas mais altas escarpas,
Seguindo por entre vales de encontro à foz.
Do circulo polar árctico
Soprará o vento cortante,
Secando o rosto daquele que serve,
Impiedosamente carregando as daishô.
Vento forte de norte, lançado ao seu destino,
Percorrendo o caminho sem fim,
Daquele que orgulhosamente Sonha.
Chuva fria deitada ao acaso,
Cobrindo o trilho intransitável
Daquele que humildemente É.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Quantos erros teremos que cometer,
Para assim compreender a única escolha?
Dos caminhos seguidos, quantos nos levarão
Ao fim não desejado, aspirado em silêncio?
Quantas vidas teremos que comprometer,
Perdidas no vasto mar da cobardia?
Das palavras ditas, quais trarão
O medo do cativeiro do pensamento?
Quantas serão as vezes, que em silêncio,
Desejamos morrer?
Para assim compreender a única escolha?
Dos caminhos seguidos, quantos nos levarão
Ao fim não desejado, aspirado em silêncio?
Quantas vidas teremos que comprometer,
Perdidas no vasto mar da cobardia?
Das palavras ditas, quais trarão
O medo do cativeiro do pensamento?
Quantas serão as vezes, que em silêncio,
Desejamos morrer?
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Mecânica Newtoniana
Estranha essa força desconhecida,
Que faz os planetas orbitar em torno do sol.
Incompreensível essa tal de gravidade,
Que traz todos os corpos para solo.
Bizarras as três leis,
Matematicamente explicando o que nos move
Rápida e lentamente.
Enigmático o enunciado,
Destinando uma igual reacção
Para uma perdida acção.
Oculta essa ciência,
Clarificando as evidências.
Esquivo o Homem,
Que descobrindo o Universo,
Ignora o Ser.
Que faz os planetas orbitar em torno do sol.
Incompreensível essa tal de gravidade,
Que traz todos os corpos para solo.
Bizarras as três leis,
Matematicamente explicando o que nos move
Rápida e lentamente.
Enigmático o enunciado,
Destinando uma igual reacção
Para uma perdida acção.
Oculta essa ciência,
Clarificando as evidências.
Esquivo o Homem,
Que descobrindo o Universo,
Ignora o Ser.
Quando acordei do meu sono profundo,
Desconheci a imagem reflectida pelos meus olhos.
Estranhando o solo que pisava,
Enquanto me detinha sobre o abismo.
O passo cobarde fez-me voltar atrás,
De encontro às escarpas rochosas,
Onde outrora construí aquilo
Que numa inútil sociedade foi vida.
No derradeiro acto de desespero,
Consumida pelo desejo do fim,
Surge a verdadeira vontade,
Chamando a mim o meu destino.
Desconheci a imagem reflectida pelos meus olhos.
Estranhando o solo que pisava,
Enquanto me detinha sobre o abismo.
O passo cobarde fez-me voltar atrás,
De encontro às escarpas rochosas,
Onde outrora construí aquilo
Que numa inútil sociedade foi vida.
No derradeiro acto de desespero,
Consumida pelo desejo do fim,
Surge a verdadeira vontade,
Chamando a mim o meu destino.
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