uma casa foi mandada construir
de pedras, madeira e terra
sem arquitectos ou engenheiros
rasgando o azul do céu no topo da inacessível montanha
pegou nela por um braço, quase que o partia
na casa deserta ela teria o seu lugar
entre frinchas de luz coadas por escuridão
lavou-lhe o corpo frio na quentura da água
desenhou-lhe paisagens com os fios do cabelo
vestiu-a de leves tecidos que se moldaram com a sua forma esguia
durante muito tempo, tempo que agora esqueceu
observou-a imóvel desenhando o silêncio do quarto
as chamas sorveram os últimos hálitos da sua boca
2 comentários:
Uma cena triste imaginei, Laurinha!
Beijinho com o carinho de sempre!
E eu, que vi beleza, ainda que em chamas? Belo, sim...
Beijos, Lara.
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