falas do tempo como se dele fosses dono
conservado entre os bolsos do casaco
e vais construindo torres altas
pegas no lápis que trazes sempre contigo
desenhas as estradas e as flores do tempo quente
esboças lábios em granitos disformes
e eu não tenho tecto sobre a minha casa
e eu procuro portas em paredes infindáveis
e eu não tenho casaco que vestir
1 comentários:
rasgue-se o tempo. o tempo fotografia... há imagens que se fazem verdade para lá do papel polaroid.
beijinho, laura-amiga!
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