Fotografia de Pedro Polónio, http://club-silencio.blogspot.com/
já mirraram as ervas rasteiras no rés da porta
os cães desistiram de mijar nas paredes
os miúdos guardaram as suas pedras no bolso
e o frio desistiu de invadir os vidros partidos
perdeu-se o odor dos narcisos apodrecidos
a pele, colada em paredes nuas
o silêncio é algo que ainda consigo berrar

5 comentários:
- o silêncio também diz, já dizia o mestre Sidarta.
antes tudo o que acaba do que o que teima em não querer germinar...
beijinho!
Laura,
o tempo desistiu de avançar,
o silêncio -
velho senhor que tudo sabe, mas não quer falar -
sentencia afônico a hora de gritar para dentro.
Linda tua poesia!
Beijos!
seviciar o silencio,
beijo
Do grito ao silêncio, a poesia, no ventre livre do verso, o reverso de uma vida. Sofrida.
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