nocturno
receio que a manhã acorde e a escuridão seja o manto que cobre a terra
uma luz negra desenhando o contorno das arvores, das fragas, dos desfiladeiros
e no ar pó, pó e mais pó
toda a vida apagada por um denso nevoeiro,
espesso, como o sangue coagulado nos moribundos
todo o calor bebido pelas entranhas da terra
sofregamente até se tornar uma memória, distante e esquecida
temo que a manhã invada os olhos errantes
com a sua escuridão, fria e negra escuridão
um dedo pousado sobre os lábios. silêncio
receio que a manhã acorde e a escuridão seja o manto que cobre a terra
uma luz negra desenhando o contorno das arvores, das fragas, dos desfiladeiros
e no ar pó, pó e mais pó
toda a vida apagada por um denso nevoeiro,
espesso, como o sangue coagulado nos moribundos
todo o calor bebido pelas entranhas da terra
sofregamente até se tornar uma memória, distante e esquecida
temo que a manhã invada os olhos errantes
com a sua escuridão, fria e negra escuridão
um dedo pousado sobre os lábios. silêncio
